Antes era só para matar a sede.
Aquele copo representava o saciar da
minha necessidade.
Me lembro das vezes após jogar bola em
que eu nem reparava nele,
apenas despejava água como fonte
inesgotável de beber.
Enxergando de outras formas.
Amadurecendo nas coisas simples.
Comecei a enxergar a beleza daquele
copo... Suas nuanças em vidro... Seus detalhes... E por vezes
uma nova possibilidade de mesmo vazio
servir de repente de enfeite. Aleatoriedade.
Amadurecendo mais... Enxergando além...
Percebi também o quanto aquele copo pode fazer bem a mais alguém...
Não só querendo ser um matador da sede,
mas entendendo que aquele copo pode
servir a outros, e posso eu ser capaz de levar água a eles...
É a velha história de quem recebe e quem
provê.
Eu sempre recebedor, com olhos de apenas
bebedor,
pude descobrir que um simples gesto de
levar água a alguém,
É a hidratação por um simples gesto de
amor...
Enxergando além. Amadurecendo.
Estando pronto a romper barreiras que
muitas vezes eu não estava nem vendo. Não estava pronto para, percebendo, poder
abrir mão de mim mesmo, em prol de uma diferente forma de encarar o copo - de
encarar os fatos e a vida - e hoje já estou entendendo.
É fazer o sentido inverso do funil.
É desprender-se de si.
E enxergar que em um universo,
a possibilidade de transformar uma mesma
perspectiva em mil.
O copo que sempre foi um simples copo,
agora me faz perceber outras maneiras..
Um pote, um apoio, um vazo, ou até mesmo
um artefato para guardar moedas ou lápis de madeira.
Me desprendendo de mim eu me desprendo
do copo.
Me desprendendo de mim eu amplio e
visualizo a variações do foco.
É leveza. É aliviante.
O mesmo copo que sacia a sede pode
apoiar os livros na estante.
O mesmo sentimento que me ofusca, pode
ser um mecanismo brilhante.
E o mesmo medo que me apavora, pode ser
a porta de um impulso impressionante.
A mesma pessoa que me ajuda, pode
precisar de mim.
O mesmo carinho que me reveste, pode
precisar de mim.
O mesmo cuidado que tenho, pode atingir
outros demais.
O mesmo copo que sempre me proveu água,
pode prover carinho de volta aos meus pais.
Um brinde a amplitude. Um brinde ao
preparo.
Ao amadurecimento e ao crescimento
necessário.
Um bride a vida, e que esse copo
signifique diversas utilidades,
e que consigamos enxergar além de nós,
capazes de perceber que não somos especiais, e conseguir tocar a leveza e a
suavidade.
Pois de especiais não temos nada, e,
entendermos as coisas fora de nós, é perceber nossa própria capacidade.
Que o aprendizado seja duradouro e nunca
acabe. Que eu enxergue ainda diversos sentidos no mesmo copo, pois assim como
água parada atrai doenças, a vida deve ser vivida e fluida, aprendendo a cada
fase.
Obrigado Deus. Obrigado vida. Obrigado
cosmos
Genial como sempre! Eu adoro tudo que você escreve meu amigo, sua sensibilidade me encanta...
ResponderExcluirTamo junto minha querida amiga! Está me devendo uma cerveja. Beijo pra você e fluidez pra nós! =)
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