domingo, 9 de fevereiro de 2014

Olhando para um mesmo copo de formas diferentes.


Antes era só para matar a sede. 
Aquele copo representava o saciar da minha necessidade. 
Me lembro das vezes após jogar bola em que eu nem reparava nele,
apenas despejava água como fonte inesgotável de beber.

Enxergando de outras formas. 
Amadurecendo nas coisas simples.
Comecei a enxergar a beleza daquele copo... Suas nuanças em vidro... Seus detalhes... E por vezes
uma nova possibilidade de mesmo vazio servir de repente de enfeite. Aleatoriedade.

Amadurecendo mais... Enxergando além... Percebi também o quanto aquele copo pode fazer bem a mais alguém...
Não só querendo ser um matador da sede,
mas entendendo que aquele copo pode servir a outros, e posso eu ser capaz de levar água a eles...

É a velha história de quem recebe e quem provê.
Eu sempre recebedor, com olhos de apenas bebedor,
pude descobrir que um simples gesto de levar água a alguém,
É a hidratação por um simples gesto de amor...

Enxergando além. Amadurecendo.
Estando pronto a romper barreiras que muitas vezes eu não estava nem vendo. Não estava pronto para, percebendo, poder abrir mão de mim mesmo, em prol de uma diferente forma de encarar o copo - de encarar os fatos e a vida - e hoje já estou entendendo.

É fazer o sentido inverso do funil.
É desprender-se de si.
E enxergar que em um universo,
a possibilidade de transformar uma mesma perspectiva em mil.

O copo que sempre foi um simples copo, agora me faz perceber outras maneiras..
Um pote, um apoio, um vazo, ou até mesmo um artefato para guardar moedas ou lápis de madeira.

Me desprendendo de mim eu me desprendo do copo.
Me desprendendo de mim eu amplio e visualizo a variações do foco.

É leveza. É aliviante.
O mesmo copo que sacia a sede pode apoiar os livros na estante.
O mesmo sentimento que me ofusca, pode ser um mecanismo brilhante.
E o mesmo medo que me apavora, pode ser a porta de um impulso impressionante.

A mesma pessoa que me ajuda, pode precisar de mim.
O mesmo carinho que me reveste, pode precisar de mim.
O mesmo cuidado que tenho, pode atingir outros demais.
O mesmo copo que sempre me proveu água, pode prover carinho de volta aos meus pais.

Um brinde a amplitude. Um brinde ao preparo.
Ao amadurecimento e ao crescimento necessário.
Um bride a vida, e que esse copo signifique diversas utilidades,
e que consigamos enxergar além de nós, capazes de perceber que não somos especiais, e conseguir tocar a leveza e a suavidade.

Pois de especiais não temos nada, e, entendermos as coisas fora de nós, é perceber nossa própria capacidade.

Que o aprendizado seja duradouro e nunca acabe. Que eu enxergue ainda diversos sentidos no mesmo copo, pois assim como água parada atrai doenças, a vida deve ser vivida e fluida, aprendendo a cada fase.


Obrigado Deus. Obrigado vida. Obrigado cosmos

2 comentários:

  1. Genial como sempre! Eu adoro tudo que você escreve meu amigo, sua sensibilidade me encanta...

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    1. Tamo junto minha querida amiga! Está me devendo uma cerveja. Beijo pra você e fluidez pra nós! =)

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