sábado, 15 de fevereiro de 2014

Divagando.Divagar.

Exercício de rotina,
a vida ensina...
Colírio para os olhos que lubrificam a retina...
Escrevendo na fabricação de pura adrenalina
o tanto de prazer é o quanto o fazer me ensina.

A cada verso e cada palavra moldada em cima,
em suma,
em soma,
um sumo desabrochar pra vida,

ultimamente tenho encarado a escrita de forma mais madura,
tenho me percebido,
ao ponto de não enxergar sentido
em minha vida
se caso não houvesse escrita.

A escrita é o que balanceia,
como o balanço da vida;
é o registro de mais um dia ,
de mais uma etapa;-
é gratificação pela vida,
nos despertando a ponta pés e tapas
cada vez que estamos aptos a pular de fase.


O que muitos procuram está longe do que busco descobrir,
e o que descubro não tem nada a ver com o que procuro...
Mas é um fruto.
Sem expectativa.
Um mergulho.
Pois assim como a previsão é falha,
a minha revisão não encalha na ilusão do futuro.

O meu presente é o meu presente,
aceito da melhor forma
escrevendo e abrindo as embalagens do que recebo ganho e adquiro...
As vezes sem escolha a vida presenteia,
vezes em que me recolho,
- alma anseia -
a perceber o mundo de fora,
na luz da solidão iluminando meu lado mais escuro,
tramando um plano e escrevendo o que me da na telha,
Me encorpando nessa vida me sinto mais maduro.

Menos insegurança...
Um exercício de conversar com a sua própria consciência,
de ter calma... Suavidade....
Equilíbrio,
benevolência.
Tenência.

Conseguir enxergar o melhor de si,
e logo,
enxergar o melhor da vida...
Olhos positivos mas não otimistas,
é saber que Deus existe mas não depender da missa.

Dispostos a lutar sorrindo,
agradecendo e fluindo,
construindo cada conquista.
Um exercício estreito,
respeito,
defeito,
de peito aberto e recoberto em feitos
de coragem e ousadia...

Pois o exercício de viver o dia a dia,
pra mim é o que há de mais perfeito.


Obrigado Deus. Obrigado vida. Obrigado Cosmos.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Olhando para um mesmo copo de formas diferentes.


Antes era só para matar a sede. 
Aquele copo representava o saciar da minha necessidade. 
Me lembro das vezes após jogar bola em que eu nem reparava nele,
apenas despejava água como fonte inesgotável de beber.

Enxergando de outras formas. 
Amadurecendo nas coisas simples.
Comecei a enxergar a beleza daquele copo... Suas nuanças em vidro... Seus detalhes... E por vezes
uma nova possibilidade de mesmo vazio servir de repente de enfeite. Aleatoriedade.

Amadurecendo mais... Enxergando além... Percebi também o quanto aquele copo pode fazer bem a mais alguém...
Não só querendo ser um matador da sede,
mas entendendo que aquele copo pode servir a outros, e posso eu ser capaz de levar água a eles...

É a velha história de quem recebe e quem provê.
Eu sempre recebedor, com olhos de apenas bebedor,
pude descobrir que um simples gesto de levar água a alguém,
É a hidratação por um simples gesto de amor...

Enxergando além. Amadurecendo.
Estando pronto a romper barreiras que muitas vezes eu não estava nem vendo. Não estava pronto para, percebendo, poder abrir mão de mim mesmo, em prol de uma diferente forma de encarar o copo - de encarar os fatos e a vida - e hoje já estou entendendo.

É fazer o sentido inverso do funil.
É desprender-se de si.
E enxergar que em um universo,
a possibilidade de transformar uma mesma perspectiva em mil.

O copo que sempre foi um simples copo, agora me faz perceber outras maneiras..
Um pote, um apoio, um vazo, ou até mesmo um artefato para guardar moedas ou lápis de madeira.

Me desprendendo de mim eu me desprendo do copo.
Me desprendendo de mim eu amplio e visualizo a variações do foco.

É leveza. É aliviante.
O mesmo copo que sacia a sede pode apoiar os livros na estante.
O mesmo sentimento que me ofusca, pode ser um mecanismo brilhante.
E o mesmo medo que me apavora, pode ser a porta de um impulso impressionante.

A mesma pessoa que me ajuda, pode precisar de mim.
O mesmo carinho que me reveste, pode precisar de mim.
O mesmo cuidado que tenho, pode atingir outros demais.
O mesmo copo que sempre me proveu água, pode prover carinho de volta aos meus pais.

Um brinde a amplitude. Um brinde ao preparo.
Ao amadurecimento e ao crescimento necessário.
Um bride a vida, e que esse copo signifique diversas utilidades,
e que consigamos enxergar além de nós, capazes de perceber que não somos especiais, e conseguir tocar a leveza e a suavidade.

Pois de especiais não temos nada, e, entendermos as coisas fora de nós, é perceber nossa própria capacidade.

Que o aprendizado seja duradouro e nunca acabe. Que eu enxergue ainda diversos sentidos no mesmo copo, pois assim como água parada atrai doenças, a vida deve ser vivida e fluida, aprendendo a cada fase.


Obrigado Deus. Obrigado vida. Obrigado cosmos

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Virando o jogo.

Tem hora que da um aperto…
Tem hora que borbulha…
Momento em que o desespero aproveita,
o momento em que o peito embrulha,

é quando o pulmão precisa de ar,
- momento particular -  
tentando se apoiar em algum lugar para dar um jeito...

Como de um profundo mergulho
voltando a superfície,
ao tentar inalar oxigênio,
sentisse o ar rarefeito…

É quando a ausência se mostra e a pressão sobe,
é quando o nada te atinge e a percepção sofre…

É quando o medo te apóia e o sentido se esvazia…

A pontada de agonia te choca,
e por um pequeno deslize em um breve segundo, eu largaria a sanidade de lado e toda confiança que criei,
junto da serenidade de espírito
e cicatrizes da alma,
de tudo que já vivi e venci,
e de tudo que sei…

Mas não largo, não me abandono!
Nos momentos de crise é que eu mais me questiono.

Tem hora que eu me assusto e tem hora que tomo um susto...
Momentos em que a árvore enverga e quase é derrubada…
E estreitando o sustento, existe então o resgate!
E é na mudança do jogo que eu logo me atento…

E quando a angustia vem insolente e pungente,
é ai que a coragem que até então estava ausente entra em cena,
deixando a angústia agoniada e ofendida,
pois não há lugar na minha vida,
para o que não é da vida.

É quando a volta por cima faz o medo ser diluído.
E quando a vontade e amor transformam e acariciam o ouvido…
É quando eu olho pra cima e consigo agradecer pelo dia.
É quando eu sinto o cheiro de ousadia na brisa…

Fico leve!

O peito estufa e eu aceito que tudo vai ficar bem.
É quando entendo que não preciso me esconder e nem acreditar no que o medo diz,
tentando me seduzir,
de uma forma perversa,
oferecendo conforto e demonstrando querer meu ''bem''…
Se fazendo de amigo e consolo,
tentando me iludir na ilusão do conforto…

Acreditar no medo é mais fácil que negá-lo.
Acreditar em você é importante. (Que este texto te sirva de embalo!)
Desmarcar o medo é encontrar a si mesmo.
O medo é você se limitando. (E que isso fique bem claro!)

Negar a mão estendida do medo é se auto superar,
e hoje eu descobri isto e precisei registrar.
É não ser enganado pela pressão que te atinge.
É quando o corpo blindado encontra uma mente que não finge.

Tem hora que da um aperto e tem hora que borbulha…
Agora…
Na moral…
Também tem hora que é hora de virar a mesa e bater no peito dizendo com firmeza que é desse jeito!
A grande proeza de transformar o medo em leveza e poesia!
Alegria e destreza suavidade e pureza!
Em tudo devemos tirar proveito, aprendendo a cada dia!

Hora de olhar pra si mesmo e entender o que não precisa ser entendido.
Entediando a mentira pois eu já sei o que sou.
As visitas já não são recebidas;
não mais deixo entrar o desespero e o pavor.

Depois de tudo que se passa,
olho pra cima e agradeço,
pois como o vento e a fumaça,
Deus é sentido mas não é visto...

Sendo assim...
tenho sentido e agradeço pois estou vivo.

E sendo assim também deixo escrito,
e agradeço pois existo..

Obrigado Deus, por eu conseguir me driblar. E por amar estar vivo.


Obrigado Deus. Obrigado vida. Obrigado Cosmos.